
Edital aberto para professor substituto de Espanhol no Centro Pedagógico da UFMG. Inscrições: de 17/03 a 27/03
Cerrando un ciclo…
APEMG les desea Felices Fiestas
APEMG realiza assembleia para eleição da nova diretoria
Diretoria da APEMG se manifesta em defesa da democracia
APEMG convoca associados para Assembleia Geral
Edital de Convocação 2/2022
O presidente da Associação de Professores de Espanhol de Minas Gerais – APEMG, em cumprimento ao disposto nos artigos 15 a 18 do Estatuto Social (ES) e no art. 3º, alínea “c” do Regimento Interno (RI), convoca os associados e as associadas para se reunirem em Assembleia Geral, a ser realizada no dia 19 de novembro de 2022 (sábado), no auditório 2001 (2º andar) da Faculdade de Letras da UFMG, localizado na Avenida Antônio Carlos, 6627, bairro Pampulha, Belo Horizonte, MG.
A Assembleia Geral, cuja pauta se encontra abaixo, realizar-se-á às 14:00, em primeira convocação, com a presença da maioria absoluta de seus associados efetivos em gozo de seus direitos estatutários e, em segunda convocação, 30 (trinta) minutos após a primeira, com qualquer número dos referidos associados (ES, art. 18, § 2º).
A Assembleia Geral será regida pelo Estatuto Social e pelo Regimento Interno, registrados no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Belo Horizonte.
A pauta da Assembleia Geral é a seguinte:
1 – Eleição da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da Associação de Professores de Espanhol de Minas Gerais – APEMG para posse em 1º de janeiro de 2023 e mandato de 1º de janeiro de 2023 a 31 de dezembro de 2025.
Eduardo Tadeu Roque Amaral
Presidente da Associação de Professores de Espanhol de Minas Gerais – APEMG
APEMG convida para evento sobre “Tradução Jurídica: da teoria à prática”
Mesa: Letramentos e materiais didáticos de espanhol
RESUMOS
MATERIAIS DIDÁTICOS NO ENSINO DE ESPANHOL: A SAÚDE MENTAL NA ADOLESCÊNCIA COMO TEMÁTICA DE UMA UNIDADE DIDÁTICA AUTORAL
Suzana Linhati
Universidade Federal de Santa Maria
A elaboração de materiais didáticos no âmbito do ensino de línguas adicionais tem sido tema de investigações no decorrer dos últimos anos. Como produto da dissertação de mestrado da autora (LINHATI, 2021), este estudo apresenta uma proposta de unidade didática autoral desenvolvida para terceiranistas do ensino médio, com foco no tema da saúde mental na adolescência. Seguindo as etapas de elaboração de materiais didáticos propostas por Leffa (2007) e utilizando fontes alimentadoras diversas (como estudo piloto, revisão integrativa e documental e fundamentação teórica), produziu-se uma unidade didática constituída por subtemas, que envolvem a prevenção, o lazer e a atuação discente como rede de apoio, e por conteúdos programáticos alusivos aos tempos verbais de futuro do modo indicativo. Além disso, criou-se um manual voltado a professores de espanhol, como forma de orientá-los em relação ao uso do material e às possibilidades de adaptação para seus respectivos contextos de atuação.
A AMÉRICA LATINA NAS ONDAS DO RÁDIO E NAS SALAS DE AULA DE ESPANHOL
Doris Cristina Vicente da Silva Matos
Universidade Federal de Sergipe
Entendendo a música como uma forma de linguagem que colabora para os processos de letramento, pretendo compartilhar experiências com a diversidade musical e cultural do cenário hispânico por meio da produção e divulgação de programas de rádio que contemplam a representação da América Latina. Através do programa Buena Onda, veiculado pela Rádio UFS FM 92,1, busco compreender e apresentar o espaço cultural da América Latina para além das fronteiras geográficas ou linguísticas, promovendo a educação musical em espanhol e outras línguas em contato. Oferecemos acesso à diversidade cultural (musical, artística e linguística) latino-americana e, a partir desse contato, podemos contribuir para a formação de um público ouvinte mais sensível e receptivo a outras realidades, a outras formas de dizer, de fazer arte e cultura. Nesse sentido, também compartilharei possibilidades de uso do programa Buena Onda como recurso didático educacional, contribuindo para potencialidades interculturais nas aulas de espanhol.
LETRAMENTO LITERÁRIO CRÍTICO POR MEIO DA POESIA DOS SLAMS EM LÍNGUA ESPANHOLA
Fabiana Oliveira de Souza
Colégio Pedro II
Os slams são campeonatos de poesia falada que surgiram em 1986, nos Estados Unidos, e que chegaram ao Brasil em 2008. Desde 2015, o Slam da Guilhermina, coletivo de São Paulo que levou as disputas para as ruas do país, organiza o Slam Interescolar SP, uma transposição desse gênero artístico-literário para o ambiente escolar envolvendo estudantes do Ensino Fundamental e Médio e, em especial, de instituições públicas da cidade de São Paulo. Nessas competições, observa-se um expressivo número de alunos produzindo e compartilhando suas poesias, por meio das quais problematizam temas diversos, o que torna o slam um aliado no processo de formação cidadã desses sujeitos. A partir desses dados, apresento uma proposta de inserção, nas aulas de Língua Espanhola, dos slams realizados em países hispanofalantes, com o objetivo de desenvolver um letramento literário crítico e um ensino intercultural, incentivando um maior engajamento discente nas práticas de leitura.
Ensino de espanhol tem sido abandonado em Minas Gerais
Redução da oferta nas escolas públicas se daria mesmo com alunos interessados e professores qualificados.
Grande interesse de estudantes no idioma espanhol e disponibilidade de professores capacitados para a aula deveriam levar à ampla oferta dessa disciplina nas escolas públicas.
A realidade, porém, é outra, inclusive com professores de espanhol efetivos da rede estadual de ensino sendo obrigados a trabalhar em outras áreas, como bibliotecas, pela redução da oferta da língua para os alunos.
Essa denúncia foi feita em audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na manhã desta quinta-feira (14/7/22).
Consulte o resultado e assista ao vídeo completo da reunião.
Na reunião, os convidados apresentaram dados sobre a educação do idioma no Brasil e em Minas Gerais e reivindicaram uma lei estadual que ajude a ampliar a oferta do ensino da disciplina.
Como explicou o presidente da Associação de Professores de Espanhol de Minas Gerais (Apemg), Eduardo Amaral, entre 2005 e 2018, o espanhol ganhou importância no sistema de educação.
Como marcos do crescimento nesse período, ele citou que em 2005 foi sancionada a Lei federal 11.161, de 2005, que determinava que a oferta de aulas de espanhol fosse obrigatória. Em 2010, a língua foi incluída no Enem e, em 2011, o espanhol foi contemplado no programa do livro didático.
Ao mostrar dados sobre escolas que ofertavam aulas do idioma no Brasil, o convidado chamou a atenção para o fato de que, embora ainda em baixa proporção, ao longo do período o espanhol foi ganhando espaço.
Para Eduardo Amaral, a redução da oferta não faz sentido em um contexto em que os alunos se interessam pela disciplina e em que há professores capacitados para o seu ensino.
Segundo ele, dados mostram que, entre 2010 e 2020, a escolha pelo espanhol nas provas do Enem, em detrimento do inglês, foi, em média, de 58%. Ainda, todas as universidades federais localizadas em Minas Gerais ofertam cursos de bacharelado em língua espanhola, garantindo assim a formação de docentes em todas as regiões.
Professores de espanhol têm sofrido com desvio de função
Em Minas Gerais, concursos para professores de espanhol para as escolas públicas foram realizados em 2001, 2011 e 2014 e levaram à efetivação de professores na área.
Porém, segundo uma das professoras efetivas da rede estadual, Sidneia de Jesus, esses docentes não estão sendo autorizados a ofertar aulas do idioma em várias escolas. Eles têm sido desviados para outras funções, seja a docência em outras disciplinas (como o português), seja em outros setores da escola, como as bibliotecas.
Outro gargalho no Estado é o material didático. De acordo com Sidneia de Jesus e Eduardo Amaral, em 2019, foi entregue à secretária estadual de educação, Júlia Sant’Anna, um material chamado “Conexões interculturais em rotas hispânicas”. Esse material é, ainda de acordo com os convidados, citado pela secretaria entre os materiais curriculares do Estado, mas ele não foi distribuído para os professores.
Sidneia de Jesus informou que, nas poucas escolas onde o espanhol tem sido ensinado, os professores muitas vezes precisam desenvolver o próprio material didático.
PEC PODERIA TORNAR ENSINO OBRIGATÓRIO
Solicitante da reunião, o deputado Professor Cleiton (PV) lamentou a redução da oferta do espanhol e o desvio de função a que estão sendo submetidos os docentes.
O parlamentar disse que tem verificado, em escolas que ofertam atividades de tempo integral no Estado, vários problemas. Um deles seria a oferta de aulas, por exemplo, de robótica em escolas que não têm professores capacitados para o ensino da disciplina. Por outro lado, professores de espanhol estão disponíveis e não estão sendo aproveitados.
A exemplo do que tem sido feito em outros estados, como o Paraná, o deputado apontou que uma das saídas para resolver a distorção pode ser a aprovação de uma emenda constitucional no sentido de tornar obrigatório o idioma nas escolas mineiras. Ele apresentou, ao final da reunião, uma proposta nesse sentido. Segundo ele, já existem 26 deputados interessados em assiná-la.
Idioma é importante para inserção no mercado e formação cidadã
Os participantes da audiência pública falaram também sobre a importância do espanhol para a inserção dos estudantes no mercado de trabalho e para a sua formação cidadã.
A professora da rede estadual Sidneia de Jesus apontou que, segundo dados do Ministério do Turismo, em 2019, quase 4 milhões de falantes de espanhol entraram no País, sendo que 30 mil deles chegaram a Minas Gerais. Assim, o mercado do turismo é um dos que pode se abrir aos estudantes.
Outras áreas econômicas também podem se abrir a partir do conhecimento do idioma. Como lembrou o professor da Universidade Federal de Uberlândia, Leandro de Araújo, o espanhol é falado em mais de 20 países e é legitimado em arenas como as Nações Unidas.
“Pelo espanhol, podemos despertar o interesse dos alunos pelos nossos países vizinhos, pela história e cultura que se entrecruza com a nossa”, disse o professor.








